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O presente livro tem como objetivo analisar a trajetória de João Cândido e a Revolta da Chibata (1910) como expressões de resistência negra no Brasil, estabelecendo uma relação com a construção da identidade nacional. A partir de uma pesquisa bibliográfica descritiva, utilizando como ferramentas os métodos histórico, observacional e comparativo, o estudo investiga os precedentes da Revolta e a integração de João Cândido na Marinha do Brasil, situando-os no contexto da construção de uma identidade nacional para o país após a Proclamação da República (1889). No entanto, esse processo foi significamente influenciado pelo racismo científico propagado pelas ideias eugênicas da época, evidenciando suas manifestações contra os marinheiros negros na estrutura organizacional da instituição militar e no discurso de seus oficiais. Os conceitos de “soldado-cidadão” e “personalismo negro” são utilizados como lente de análise para compreender as dinâmicas de participação política dos marinheiros revoltosos e suas representações na cultura popular, destacando suas contribuições para uma identidade nacional mais inclusiva. Ao final do estudo, conclui-se que, para além de um levante contra os castigos físicos, a Revolta da Chibata foi uma reivindicação por direitos fundamentais e por uma cidadania plena, cujo legado permanece vivo na memória nacional brasileira.
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MATTOS, Jhonny Henrique Santana. João Cândido e a Revolta da Chibata: Resistência negra e identidade nacional no Brasil. Rio de Janeiro: NIDH, 2025.
SUMÁRIO
PREFÁCIO
Hannah de Vasconcellos
APRESENTAÇÃO
Adriana Aparecida Marques
INTRODUÇÃO
CAPÍTULO 1. JOÃO CÂNDIDO E A REVOLTA DA CHIBATA
1.1. PERSPECTIVAS INICIAIS
1.2. A REVOLTA DA CHIBATA E SEUS PRECEDENTES
1.3. TRAJETÓRIA DE JOÃO CÂNDIDO NA MARINHA
CAPÍTULO 2. IDENTIDADE NACIONAL E RACISMO NA MARINHA DO BRASIL
2.1. ASPECTOS GERAIS
2.2. A NAÇÃO E A QUESTÃO RACIAL
2.3. RACISMO CIENTÍFICO E IDENTIDADE NACIONAL
2.4. A MARINHA E A EXCLUSÃO RACIAL: HIERARQUIA E DISCIPLINA MILITAR
CAPÍTULO 3. A RESISTÊNCIA NEGRA DE JOÃO CÂNDIDO: CIDADANIA E EXCLUSÃO
3.1. ASPECTOS GERAIS
3.2. JOÃO CÂNDIDO E O SOLDADO CIDADÃO: ENTRE A INCLUSÃO E A EXCLUSÃO
3.3. JOÃO CÂNDIDO E O PERSONALISMO NEGRO: IDENTIDADE E REPRESENTAÇÃO
CONSIDERAÇÕES FINAIS
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

